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  • Foto do escritorDr. Carlos Rava

Entenda a medicina regenerativa - I


As palavras curar e sarar estão relacionadas ao conceito de saúde. Durante muito tempo, a saúde foi entendida simplesmente como o estado de ausência de doença. Considerada insatisfatória atualmente, esta definição de saúde foi substituída por outra, que engloba bem-estar físico, mental e social.

A cicatrização é o processo pelo qual um tecido cicatriza a si próprio em resposta a doença ou trauma e requer ação coordenada de células locais e células que migram para o sítio lesado. A maioria dos órgãos curam-se ou saram-se desta maneira: um misto de repovoamento por novas células semelhantes às originais e pelo preenchimento por tecido cicatricial não-funcional.

O resultado ideal de um tratamento seria a regeneração completa, ou seja, o restabelecimento da arquitetura e função do tecido ou órgão. Queremos mais células novas semelhantes às originais e pouco ou nenhum tecido cicatricial não-funcional.

Os tratamentos oferecidos pela medicina para as afecções musculoesqueléticas têm pouca ou nenhuma capacidade de estimular a regeneração tecidual. As injeções de corticoide e o uso de anti-inflamatórios ou analgésicos são bons exemplos do quão longe estamos da regeneração. Estas formas de tratamento têm por objetivo o alívio e controle temporário dos sintomas, sem agir na causa do problema.

A medicina regenerativa é o ramo da medicina que desenvolve métodos para imunomodular, regenerar, reparar ou substituir células, órgãos ou tecidos danificados ou doentes. As técnicas aplicadas são capazes de acelerar a cicatrização e até mesmo promovê-la quando as respostas do próprio corpo são insuficientes para restaurar o estado funcional anterior.

As terapias biológicas estão emergindo como tratamentos promissores para muitas afecções musculoesqueléticas, agudas ou crônicas, podendo ser empregadas de forma minimamente invasiva. Os tratamentos biológicos mais utilizados atualmente de forma isolada ou adjuvante aos tratamentos cirúrgicos são: o plasma rico em plaquetas (PRP) e o concentrado do aspirado de medula óssea (BMAC) e os preparados de gordura.

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